Capricho e a cultura de estupro

Uma revista tem uma responsabilidade social muito grande. A mídia no geral tem esse caráter, porém nem sempre isso é respeitado.
Mais uma vez a revista Capricho entrou em uma polêmica das grandes. Publicou em seu blog um relato de uma menina que foi ESTUPRADA, para ler a matéria (http://capricho.abril.com.br/blogs/sexo/fiquei-com-vergonha-de-dizer-nao/?fb_comment_id=fbc_10151077264241141_28012354_10151749123636141).
Sim, a menina relatou um caso de estupro, isso está bem claro no texto, mas o que a revista fez? Em seu próprio título deixou claro…Encarou o abuso como uma “falta de romantismo”.
Falta de romantismo? Uma menina negar fazer sexo e o agressor forçar a barra até que ela acabe consentindo (devemos reforçar, FORÇADAMENTE, pois essa não era a vontade da menina e ela deixou bem claro no texto) sendo encarada como falta de romantismo…
Cadê a consciência? Cadê a responsabilidade social?
Esta é uma revista de grande circulação, e seu público alvo é o feminino, adolescente. O papel da revista é informar, esclarecer, auxiliar na formação dessas meninas. O que ela faz? Exatamente o contrário. Perpetua o machismo, a opressão que nos sofremos, a cultura de estupro.
Pra quem não sabe, cultura de estupro é culpabilizar a vítima e vitimizar o agressor alegando que ”você não deveria ter bebido”,”com essa roupa estava pedindo pra ser estuprada”, ”também, sai sozinha na rua”, entre outros comentários do tipo.
Precisamos lutar CONTRA essa cultura de estupro. A vítima de um abuso por si só já se culpa, porque A SOCIEDADE a faz acreditar que sim, é realmente culpa dela. Ela não pode dizer não, ela não pode beber, ela não pode sair sozinha na rua, ela não pode usar um decote ou uma saia, e pior. ELA NÃO PODE RECLAMAR.
Mulheres são silenciadas diariamente. São ensinadas diariamente de que sim, elas tem culpa e não tem o direito de denunciar sua agressão. O pior é quando essa agressão acontece dentro de casa.
PAREM! PAREM DE PERPETUAR ISSO! Prestem atenção naquilo que vocês estão fazendo!
Precisamos urgentemente combater o machismo, combater a cultura de estupro. Vítimas são vítimas, quer elas tenham cedido depois de muita insistência, quer elas sequer tenham sido questionadas. NÃO INTERESSA. Estupro é estupro em todas essas esferas e deve ser encarado dessa forma.
Capricho, você deveria ter vergonha de ainda ser publicada em qualquer forma de mídia que seja. Você tinha um papel importante de fazer com que as meninas lutassem contra o machismo e a opressão, que elas se sentissem confortáveis com seu jeito e seu próprio corpo, lutar contra essa idéia de mulher vadia e mulher ideal. Você falhou no seu papel social, e falhou FEIO.

Amélia Autumn

22 comentários em “Capricho e a cultura de estupro

  1. Que matéria é essa?
    Estou como anônima por causa do que vou dizer.
    Até hoje eu confesso que acho frescura minha me sentir mal. Há dois anos atrás, trabalhava em um shopping, e este dia eu estava no auge da depressão. Tinha tentado suicídio e tudo, estava me sentindo um lixo.
    Um cara sentou do meu lado do ônibus, que estava cheio. Eu senti um peso sobre minha perna… era a mão dele. E durante o trajeto ele foi subindo a mão. Eu tava me sentindo mal e achei que merecia (acho que eu estava de short). E eu tava com medo, óbvio, fingi que tava dormindo e apertei a bolsa no meio da coxa, pra ele não conseguir subir. Ele foi até o meio mesmo, mas quando levantei, quase chorando, pra descer, eu acho (não me lembro, não tenho certeza) que ele apoiou a mão na minha bunda, como se estivesse me ajudando a passar, pq o ônibus tava cheio, pra disfarçar.
    Uma amiga disse que foi abuso. Eu acho que não.

    1. Anônima, obrigada pelo seu comentário antes de mais nada.
      Sinto muito que tenha passado por toda essa situação, enfrentei situação do tipo e sei o quanto isso é horrível.
      Mas olha, a culpa NÃO É SUA. VOCÊ NÃO PROVOCOU. NÃO, VOCÊ NÃO MERECIA ISSO. É contra esse tipo de pensamento que estamos lutando. Nós mulheres sofremos opressão por conta do patriarcado e do machismo existente na nossa sociedade desde que deixamos de ser nômades e passamos a ser sedentários.
      Essa forma de pensar, de que é frescura sua, é só um dos efeitos dessa cultura de estupro que existe na nossa sociedade, a qual citamos no nosso texto.
      O fato dele ter passado a mão em seu corpo sem a sua permissão, sem seu consentimento se caracteriza sim como abuso.
      O nosso objetivo é libertar as mulheres e combater essa cultura de estupro.
      Empoderar as vítimas de abuso e colocar seus agressores como devem ser, como culpados.
      Usar uma roupa curta, beber um pouco a mais não são desculpa para abusos. A culpa não foi sua meu bem.

      Amélia Autumn

  2. Eu li a matéria em questão (e notei que vcs não colocaram o link para a mesma, o que é um grave erro). E o relato é superficial demais para se fazer tais afirmações. Concordo que a revista falhou em orientar. Mas discordo sobre o forçadamente, e sobre o estupro.

    A parte mais clara do relato é justamente o fato de que ela NÃO DISSE “NÃO”. Ela não se negou a fazer. Teve vergonha disso. Em nenhum momento diz que foi coagida ou forçada. O garoto insistiu e ela cedeu. Não queria ter cedido, em seu íntimo, mas cedeu. Do ponto de vista de outra pessoa, que não ela mesma, ela estava consentindo. O cara pode ser sim um idiota, um cafajeste. Mas daí a dizer que foi um estupro? Sinto muito, não concordo.

    Em outros casos eu concordaria, mas neste serei obrigado a discordar veementemente.

    1. Oi Shemamphora, foi mesmo um erro não termos postado o link da matéria para que as pessoas leiam, arrumarei isso assim que conseguir editar a postagem para linkar.
      Quanto à sua opinião, discordamos veementemente por conta de todo o relato. Ao que tudo indica ela cedeu claramente à pressão, portanto ela não havia consentido. E a partir do momento que se cede à pressão, já está implícito de que ouve coerção para tal. Independente da forma como essa coerção foi feita, é um estupro, pois violou o corpo e os limites impostos por ela. E essa forma de visão está bem clara na nossa legislação.
      Obrigada pelo seu comentário.
      Amélia Autumn.

      1. Tenho que discordar de novo. Ele ultrapassou os limites impostos por ela? Mas está claro que ela não impôs limites. Ela não o impediu. Não disse que não queria. Não deixou isso claro para ele. Novamente, ele pode ser machista e um idiota. Mas ele não a coagiu, não ameaçou.

        Se houve pressão psicológica foi dela mesma, em sentir vergonha de dizer que não queria. Talvez isso seja culpa de uma educação machista, sim. Ela diz ter tido “vergonha” de dizer não. Vergonha do que? Das pessoas, dos amigos e amigas… da sociedade. Se houve uma pressão decisiva ali, não foi a do cara. Foi da sociedade, e dela mesma, que temeu o “vexame” de ser virgem. De ter sido “fresca”, de ter “perdido a chance”.

        Ser idiota é diferente de ser criminoso.

      2. Concordo com Shemamphora. Ele não ultrapassou os limites pq ela não impôs limites. Pode ser fruto do machismo a incapacidade de impor limites e o fato de ele não ter se importado com o prazer dela. Mas ser estuprador forçar alguém ao sexo sem o consentimento, e ele não fez isso.

    2. Não, a nossa legislação diz que é necessário “grave ameaça” ou violência. É chocante que isso tenha ocorrido, e entendo muito bem a menina ficar traumatizada, da mesma maneira que ficaria como se fosse um estupro. Pra ela, foi um estupro. Mas, se ela não disse ao menos “não” ou demontrou que não queria de quaqluer forma, ele não tem como saber que ela não está dando consentimento. Ele pode ter sido egoísta, ter tratado ela como um objeto, uma coisa destinada ao seu prazer, ter uma concepção machista do sexo, sim. Mas não é possível imputar a ele a prática de estupro.

      Ah, sim: sexo sem tesão, sem vontade, não é estupro. É ruim, não deveria acontecer, muitas vezes demonstra uma dominação psicológica de um um por outro (ou uma troca de favores) mas não é estupro. Sexo sem consentimento é que é.

      De qualquer modo, serve para ver como os adolescentes têm que ser educados sobre autonomia e controle do corpo e respeito à autonomia e controle do corpo alheio.

      1. Alice, mas é exatamente sobre esse tipo de coisa que estamos querendo abrir discussão.
        Sobre a cultura de estupro. De certa forma o que ela relatou caracteriza sim, nesse caso, como estupro. Não só nós aqui do Womansplaning mas diversas pessoas entenderam esse caso como tal.
        A coisa mais importante a ser debatida são essas questões: Abusos psicológicos, a violência verbal, a humilhação, a cultura de estupro.
        Agradeço seu comentário, e espero que continue contribuindo para debates aqui no blog.

        Amélia Autumn.

  3. Eu concordo que é absurda a postura da revista por não explicar, não orientar e não problematizar o assunto. Mas discordo que tenha sido estupro. Ela fala que não se negou, ela diz explicitamente que ficou com vergonha de dizer não! Não foi “eu disse não, ele não me ouviu e eu não lutei”. Não, ela não demonstrou dissentimento de nenhuma maneira.

    A guria poder ter ficado muito mal, sofrer tanto quanto uma vitima de estupro, com certeza. É horrível que ela tenha se submetido daquela maneira, que não tenha consciência de ela é dona do seu corpo, que ache que pode ser tratada como objeto de masturbação por homens, que não saiba dizer não. Acho muito triste isso e acho que o machismo tem um papel muito importante aí. Mas sexo sem vontade não é o mesmo que sexo sem consentimento.

    É horríve que o garoto aja como se ela fosse uma boneca inflável, sem se perguntar sobre a ausência de participação dela, achar que, se ela nao o impede, o “sexo” segue com ele sozinho. Mas isso é uma pessoa egoísta, provavelmente machista e provavelmente sem experiência de como o sexo é. Não é estupro.

    Se eu disser para o meu namorado: “ou tu me faz sexo oral em mim, ou está tudo acabado”, é estupro? Se eu disser “ou tu faz sexo oral em mim, ou eu não visito a tua família no Natal”, é estupro? A minha atitude seria péssima, mas não acho que seja estupro. Estupro é sexo sem consentimento, provocado por medo de algo razoavelmente grave, por violência ou por estar a vítima inconsciente. Sexo sem vontade não deveria acontecer, pode gerar danos em quem se submete, mas não acho que seja o mesmo que sexo sem consentimento.

    1. Roberta, a questão é que se você disser para o seu namorado ”ou tu me faz sexo oral em mim, ou está tudo acabado” é uma forma de abuso psicológico.
      E essa é outra maneira de abuso, que muitxs não sabem que existe.
      Eu vivi um relacionamento abusivo por 2 anos, onde eu não negava o sexo porque eu tinha medo de que por isso ele terminasse comigo. Foi sem meu consentimento sim, e sem minha vontade. Um está ligado ao outro e não pode e nem deve ser excluído.
      Essa maneira de colocar que você o fez, é uma forma da cultura de estupro.
      Infelizmente não se pensa nas inseguranças da mulher e da necessidade de se sentir inserida num meio. No caso, ela sentia necessidade de aprovação do agressor e por isso cedeu.
      Ela não disse não, mas ela não queria dizer sim. E é dessa forma que precisamos olhar para essa circunstância.
      Claramente ela não é uma adulta que tem uma estrutura psicológica já melhor formada, como eu e você. Ela é uma adolescente. Ela não queria fazer sexo.
      Sexo sem vontade é sexo sem consentimento.
      Mas agradeço seu comentário e espero que continue acompanhando as postagens aqui no nosso blog.
      Qualquer dúvida, crítica ou sugestão, pode entrar em contato conosco através dos comentários, ou através do nosso email womansplaning@gmail.com.

      Amélia Autumn.

      1. Tudo bem, eu entendo que tenha sido um estupro para ela, que ela se sinta assim, mas, se ela não disse que não, não tem como o guri saber que ela não está consentindo de verdade. Unicamente pelo relato, ele provavelmente achou que ela aceitou e que foi meio desagradável e antinatural. Mas, unicamente pelo relato, duvido que tenha achado que ela não consentiu.

        Acho complicado acharmos que o sexo vai ser uma esfera à parte da vida das pessoas, que tem que estar a salvo de todas as mesquinharias, jogos de poder, escambos, egoísmos que permeiam outras partes da vida. As pessoas fazem sexo sem vontade à toda hora, pra agradar o parceiro, pra exigir algo em troca, pq acham que devem, para gerar culpa no outro depois,etc. Não dá pra tu considerar que só sexo com muita tesão e liberdade seja não estupro.

        E fica complicado se a definição do estupro não depender do que a pessoa diz ou demonstra. Se eu sei que meu namorado está com sono, insisto para transarmos, e acabamos transando, eu posso ter sido egoísta ou desrespeitosa, mas eu tenho o consentimento dele, jamais pensaria que o estaria estuprando. E eu acho que algo muito parecido ocorre se ele para de ter vontade de fazer sexo e começa a fazer sexo comigo unicamente para que eu não acabe com ele. Acho que a pessoa se sente mal, e que pode, dependendo das circunstâncias, ser uma violência emocional forte, mas não acho que seja sexo sem consentimento.

        Sim, ela tinha 15 anos, mas ele também. Ele também provavelmente não tinha tanta ideia de como seria uma menina transando com ele, se estranhou algo, não é improvável que tenha se insentido seguro pra perguntar (pq homens de verdade sabem tudo o que está acontecendo e estão no controle da situação sempre, né) e muito provavelmente se sentiu no direito ou na obrigação de tomar as rédeas do “sexo”, já que ela estava permitindo. Se fosse um cara mais velho com uma menina nova, seria diferente.

      2. O maior problema é que todas essas situações em que você citou são abusos.
        Abusos psicológico, porque você está gerando um sentimento de culpa e insegurança na pessoa caso você não consiga aquilo que quer.
        Estupro, abuso, são duas coisas que fazem parte dessa cultura de estupro.
        A gente precisa se atentar nessas definições.

      3. Mas o fato de ter cedido pq queria a aprovação de um cara é muito longe de ser estupro. Aí qualquer sexo que não seja feito unicamente pela libido seria estupro. Se fizesse sexo por dinheiro, ou por um cargo, ou para agradar alguém admirado, não seria por impulsos libidinoso, mas por outras considerações, e não seria estupro.

      4. E seria longe por qual razão, Alicia?
        A situação deixa bem claro de que ela se sentiu violentada. Ela fez sexo contra sua vontade. Foi sem o consentimento dela.
        Existem casos e casos, mas falo especificamente disso.
        E em todos esses casos citados Alicia, também entra como Abuso, não como estupro.

        Amélia Autumn.

  4. Mas EU querer, de livre e espontânea vontade transar com alguém por outro motivo que não libido seria abuso? Por quê? Querer trocar favores sexuais por dinheiro, ou poder, ou status, ou qualquer outra moeda (simbólica ou não) seria necessariamente abuso?

    1. E ela fez sexo sem vontade, mas esse falta de vontade nao foi externalizada. Para quem estava vendo de fora, ela deu consentimento. Eu não estou retirando o direito dela de se sentir violentada, estuprada. Pelo que ela descreveu, foi horrível, e entendo perfeitamente. (nao entendo a vergonha de dizer não, mas entendo o trauma posterior).

      Isso é ruim, claro, e me parece produto de uma cultura que não dá às mulheres o direito ao seu próprio corpo. Ou também pode ser uma insegurança e anseio de agradar típicos de adolescente. De qualquer modo, falta uma problematização disso. Entendo o que ocorreu, de certa maneira, como um “estupro social”.

      Mas eu continuo achando que a conduta do garoto não é tão reprovável quanto a conduta de quem realmente nao respeita a negativa alheia. Se alguém aceita praticar atos sexuais, sem absolutamente nenhuma circunstância externa que pareça limitar-lhe a vontade, como o outro vai saber que ela não está consentindo? Não posso culpabilizar o garoto da mesma maneira que culpabilizaria alguém que desrespeita um não.

      Dessa maneira, a única forma de prevenir esses “estupros” seria perguntando sempre às pessoas antes de fazer sexo “você realmente quer fazer sexo comigo? Tem certeza? Não tem nada que esteja te forçando?”. Só que acho que a grande maioria acredita que, se a pessoa consente, ela consente; se não quisesse, era só falar. Se um homem me perguntasse isso, eu acharia bizarro, responderia “sim, óbvio que quero, se não, não estaria fazendo”. Afinal, sou dona do meu corpo, se não tem nenhuma ameaça ou violência, eu só faço o que eu acho que devo fazer, e acredito que a maioria das pessoas veja as coisas assim.

  5. Temos urgentemente que ensinar os jovens a:

    a) Saber que não é não. E, mais que isso, esperar sinais de consentimento positivo.

    b) Dizer não.

    1. Precisamos primeiramente ir mais fundo, ir às raízes.
      Esse problema do consentir ou não consentir, sinalizar ou não sinalizar, é bastante complexo se tratando de uma sociedade machista que objetifica a mulher e onde imputa a culpa na vítima ao invés de culpabilizar o agressor.
      Abuso psicológico, a pressão que existe para transar quando sua vontade não é essa, é existente e bastante forte. Precisamos ensinar nossxs companheirxs a lutar contra esse tipo de postura, a identificar uma situação desse tipo e libertar.
      Obrigada pelo comentário.

      Amélia Autumn

  6. Ah, sim, respondendo à pergunta: fazer sexo para agradar uma pessoa admirada seria longe de um estupro pq haveria consentimento. A princípio, é uma escolha possível, já que cada pessoa é dona do seu corpo e faz sexo pelos motivos que quiser. Da mesma forma como seria para obter um cargo, dinheiro, poder, status, ou qualquer coisa.

  7. Não sei pq não foi, mas de novo:

    http://escrevalolaescreva.blogspot.com.br/2012/11/eu-fui-estuprada.html

    “quando o assunto era sexo, ela era categórica: ela achava que fazer sexo quando não se queria era estupro. Tá, parece óbvio. Concordo. Mas esse “não querer” é relativo, não acha? Por exemplo, vc tá com seu namorado, e ele quer transar, e vc não. Mas ele vai fazendo uns carinhos e vc, mesmo sem estar a fim, acaba transando com ele. Eu não consideraria isso estupro de jeito nenhum. Mas essa minha leitora considerava.

    Eu já fiz sexo algumas vezes sem estar com vontade. Mas ainda assim foi consentido. Pra mim é diferente transar sem vontade de transar sem consentimento. Quando transei sem estar muito a fim, fiz pra agradar. A gente (qualquer um) faz um monte de coisa pra agradar na vida, e muitas dessas coisas a gente faz sem vontade. Meu marido também já transou comigo sem ele estar com muita vontade. Não consigo ver nada disso como violência.”

    1. Oi, Isa.
      A gente não aprovou seu comentário anterior porque achamos mais conveniente respondermos por email. Talvez se você checar sua caixa de entrada vai achar uma resposta bacana por lá.
      De toda forma, nós aqui do Womansplaning não concordamos com a abordagem que a Lola usa pra vários assuntos e não gostamos de usar o blog dela como referência, principalmente pra esse assunto.
      Se você quiser, nós podemos encaminhar, para outro email, a resposta que foi enviada pra esse email que você colocou aqui.

      x, Valentina Altimari.

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