Um caso de violência obstetrícia: É hora da intervenção

Diariamente, dentro do meio feminista, me deparo com relatos de mulheres que foram violentadas ao darem a luz à seus filhos e filhas. E é triste perceber que essa é uma violência contínua de violação de seus corpos. Primeiro, é negado à mulher o direito de escolher ter ou não um filho. Nos é empurrado goela abaixo que a prevenção de uma gravidez tem que partir de nós. Depois nos é empurrado que, no caso de engravidar, temos que ter o filho, seja contra ou não a nossa vontade. Nos é negado o direito de escolha sobre o que fazer com o nosso corpo, e no final da gestação, na hora de ter o filho, esse direito básico é negado novamente quando o médico te induz à fazer uma cesárea, procedimento muitas vezes não necessário e extremamente agressivo ao corpo da mulher.

Falamos aqui há duas semanas, sobre o caso de violação de um corpo e de um direito de uma mãe que não sabia que tinha a opção do parto humanizado. Relato de uma violência sofrida que marcou profundamente sua vida. Hoje, me deparo com uma notícia em que o Estado mais uma vez, trabalhou pela invasão e quebra de um direito básico sobre o próprio corpo.

O caso aconteceu no RS, e coloco abaixo, um apelo que está veiculando o Facebook. Precisamos intervir para que isso não se repita. Precisamos intervir para mostrar que nosso corpo é NOSSO, nos pertence, e é nosso direito decidir o que será feito com ele.

Faça uma solicitação na Comissão de Direitos Humanos e Minorias, é um ato importante :
“Gostaria de solicitar imediata investigação de tremenda violação dos direitos humanos, acontecida na madrugada de ontem, em Torres-RS, onde uma mulher foi arrancada de casa pela polícia e submetida à força a uma cesariana, por meio de ordem judicial.
A notícia saiu no jornal nesta manhã http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2014/04/1434510-justica-paulista-manda-gravida-fazer-cesariana-contra-sua-vontade.shtml

Obrigada.
Amélia Autumn”


Faça a sua também no link: http://www2.camara.leg.br/atividade-legislativa/comissoes/comissoes-permanentes/cdhm/participe/fale-conosco

Precisamos nos unir, precisamos lutar para que nosso desejo seja respeitado.

Vamos lutar contra a violência obstetrícia!

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